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Agronegócio

Envio de gado de Mato Grosso para abate fora do estado atinge o menor nível já registrado para março

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Queda nas remessas interestaduais indica mudança no comportamento do mercado pecuário, com maior permanência dos animais em território mato-grossense e reforço da atividade dos frigoríficos locais.

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O volume de bovinos despachados de Mato Grosso para abate em unidades de outros estados chegou, em março de 2026, ao menor patamar já observado para esse mês. Os números do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso apontam o envio de 2,54 mil cabeças, resultado que representa recuo de 23,16% frente a fevereiro e tombo de 44,05% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho mostra uma reconfiguração no escoamento da produção pecuária mato-grossense, com número maior de animais sendo absorvidos pelo próprio parque frigorífico estadual. Entre os estados que ainda receberam esse volume, Goiás liderou a lista com 48,55% das remessas, seguido por São Paulo, com 46,27%, enquanto Mato Grosso do Sul respondeu por 5,18%.

A redução no envio para fora está diretamente ligada à diminuição do diferencial de base, indicador que mede a distância entre o valor pago pela arroba em diferentes mercados. Em março, a diferença média entre Mato Grosso e São Paulo ficou em 6,50%, nível considerado mais apertado do que em momentos anteriores.

Com essa margem menor entre as praças, perde força a vantagem financeira de vender os animais em outros estados, já que o retorno passa a ficar mais comprometido diante das despesas com transporte e logística.

Na prática, esse cenário faz com que os produtores encontrem menos estímulo para buscar compradores fora de Mato Grosso, direcionando a produção para a estrutura frigorífica instalada no próprio estado. Isso amplia a oferta interna e fortalece o setor local de processamento.

As informações preliminares de abril indicam que esse comportamento continua. Até a terceira semana do mês, a arroba do boi gordo foi negociada, em média, a R$ 350,21 em Mato Grosso, enquanto em São Paulo alcançou R$ 368,74. Com isso, o diferencial entre os dois mercados caiu para -5,03%, aproximando-se ainda mais do registrado no mês anterior.

Na avaliação de analistas, esse estreitamento é um dos principais elementos por trás da reorganização das vendas no setor. Além de favorecer o abate dentro do estado, a tendência também pode contribuir para um mercado regional mais equilibrado, com menor dependência de negociações externas.

Os próximos movimentos de preço devem ser decisivos para mostrar se essa nova dinâmica vai se manter ao longo do ano. Fatores como o comportamento do mercado brasileiro e a demanda internacional por carne bovina seguem no radar e podem influenciar os rumos da cadeia pecuária em 2026.

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