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Consultas públicas devem ampliar ainda mais número de escolas cívico-militares em Mato Grosso

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Mesmo após superar a meta anual, o Estado segue realizando votações que podem elevar o total de unidades cívico-militares para 224.

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Pais, alunos e profissionais da educação participam, neste mês de abril, de novas consultas públicas que podem ampliar ainda mais o número de escolas cívico-militares em Mato Grosso. Ao todo, 16 unidades da rede estadual estão passando pelo processo de votação para decidir sobre a possível adesão ao modelo.

As consultas ocorrem em dois períodos distintos. Nos dias 13 e 14, participam escolas em cidades como Sinop, Nova Mutum, Cuiabá e Tangará da Serra. Já nos dias 15 e 16, a votação acontece em municípios como Tapurah, Lucas do Rio Verde, Colíder e Alta Floresta.

Durante o processo, a comunidade escolar pode se posicionar diretamente sobre a mudança, escolhendo entre aprovar ou rejeitar a implementação do modelo. O resultado é divulgado logo após o encerramento da votação em cada unidade.

Esse movimento acontece em um cenário em que Mato Grosso já superou, antes do previsto, a meta de expansão estabelecida para 2026. A previsão inicial era alcançar 205 escolas cívico-militares até o fim do ano, mas o número já chegou a 208 unidades — com possibilidade de crescimento para até 224, dependendo das decisões dessas consultas.

A ampliação indica forte adesão ao formato, que mantém a estrutura pedagógica tradicional sob responsabilidade dos profissionais da educação. Diretores, professores e coordenadores seguem conduzindo o ensino conforme as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular.

As mudanças ocorrem principalmente na organização administrativa e disciplinar das unidades. Militares da reserva passam a atuar no ambiente escolar com foco em disciplina, controle de acesso, organização e desenvolvimento de atividades cívicas.

Enquanto o modelo avança, os dados mostram que a decisão tem sido construída diretamente com participação das comunidades escolares, que definem, por meio do voto, o futuro de cada unidade.

Segundo o coronel Anderson, superintendente responsável pela área, o cenário já indica que o planejamento inicial foi ultrapassado e que a tendência é de continuidade na expansão ao longo do ano, conforme novas escolas passem pelo processo de consulta.

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