O anúncio foi realizado pelo presidente da entidade, Philippe Diallo, em uma coletiva de imprensa no Stade de France, encerrando anos de expectativa e especulação sobre o retorno do ídolo ao comando dos Les Bleus.
Zidane assinou um contrato de quatro anos, válido até o término da Copa do Mundo de 2030, assumindo o posto deixado por seu ex-companheiro Didier Deschamps após um ciclo histórico de quatorze anos à frente da equipe. Visivelmente emocionado durante sua apresentação, Zidane revelou que dirigir a seleção nacional era seu principal objetivo de carreira e a “única coisa que queria fazer” após sua saída do Real Madrid em 2021.
O técnico de 54 anos confessou ter recusado diversas propostas de clubes de ponta ao longo dos últimos cinco anos apenas para aguardar esta oportunidade, ressaltando sua profunda conexão com a equipe pela qual foi campeão mundial em 1998 e europeu em 2000. Para ele, assumir o comando técnico representa a culminação de décadas de espera e uma imensa alegria pessoal. A chegada de “Zizou” sinaliza uma mudança significativa na filosofia de jogo da França, buscando um estilo mais ofensivo e voltado ao espetáculo, em contraste com o pragmatismo competitivo que marcou a era de Deschamps.
O novo comandante afirmou ser movido pelo jogo e pela busca por gols, citando sua própria essência como um ex-camisa 10 criativo. Além das transformações dentro de campo, Zidane planeja revolucionar os bastidores com a implementação de um setor de análise de dados avançados, a cellule data, e a inclusão de uma forte presença feminina em funções técnicas especializadas, como preparação física e psicologia. Um detalhe específico das negociações envolveu os compromissos comerciais de Zidane, que é embaixador da Adidas há trinta anos.
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