O tremor ocorreu na região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, às 4h27 (horário de Brasília). O impacto danificou significativamente a região, com desabamento parcial de shopping center e danos ao histórico Castelo de Kumamoto. Mais de 150 mil pessoas foram evacuadas para abrigos temporários. Discrepância nas medições O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitude 6,8, enquanto a Agência Meteorológica do Japão indicou 7,1. A diferença ocorre porque as instituições utilizam metodologias distintas.
A agência japonesa emprega a magnitude local, que mede a vibração do solo próximo ao epicentro. O USGS utiliza a magnitude de momento, baseada no tamanho físico da ruptura da falha geológica. Este método é considerado mais preciso para grandes terremotos. Cada abordagem captura características diferentes do fenômeno sísmico. A magnitude local reflete a intensidade do tremor, enquanto a magnitude de momento representa a energia liberada. Ruptura anômala dentro da placa O evento apresenta características incomuns para a região.
Normalmente, os maiores tremores no Japão ocorrem na zona de encontro entre a Placa do Mar das Filipinas e a Placa Eurasiática. Este processo é denominado subducção. Neste caso, a ruptura ocorreu no interior da Placa Eurasiática. A localização do epicentro estava a mais de 100 quilômetros da fronteira entre as placas tectônicas. Segundo Jeffrey Park, sismólogo teórico da Universidade Yale, cerca de 90% dos terremotos acontecem nos limites entre placas. Tremores no interior delas, conhecidos como terremotos intraplaca, são significativamente mais raros.
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