No entanto, aumentar a carga ou a intensidade antes que o corpo esteja preparado pode causar lesões musculares, tendinites, dores articulares e traumas capazes de interromper a rotina de treinamento.
Entre os problemas ortopédicos mais frequentes estão tendinopatias, lombalgia mecânica, lesões no ombro, dor femoropatelar, distensões musculares, entorses, lesões meniscais, fascite plantar e tendinopatia do tendão de Aquiles. Segundo o ortopedista Dr. Alberto Luiz Pereira Mariano, diretor técnico do Hospital Ortopédico, esses quadros geralmente estão relacionados a uma combinação de carga excessiva, técnica inadequada e recuperação insuficiente, especialmente quando a pessoa retorna aos exercícios após uma lesão ou cirurgia recente.
“O excesso de carga e a execução incorreta dos exercícios aumentam o estresse sobre músculos, tendões e articulações, favorecendo o surgimento de microlesões e processos inflamatórios”, explica o médico. Um dos principais cuidados é saber diferenciar a dor muscular esperada depois do treino de um possível sinal de lesão. O desconforto comum costuma surgir entre 24 e 48 horas após a atividade, é mais difuso, melhora gradualmente em poucos dias e não impede a realização dos movimentos. Já a dor relacionada a uma lesão tende a ser mais intensa e localizada.
Ela pode surgir durante ou logo após o exercício e estar acompanhada de inchaço, perda de força, limitação dos movimentos ou sensação de instabilidade. A atividade deve ser interrompida diante de dor intensa ou persistente, inchaço importante, estalos acompanhados de dor, perda de força, dificuldade para movimentar ou apoiar um membro e sensação de instabilidade na articulação. Esses sinais podem indicar uma lesão mais significativa e exigem avaliação médica.
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