A avaliação foi feita por dirigentes da organização, que apontam a lentidão na desapropriação de terras, no assentamento de famílias e na execução de políticas voltadas ao setor.
Segundo o movimento, os resultados obtidos desde o início do atual mandato ficaram abaixo das expectativas criadas durante a campanha eleitoral. Entre as principais reclamações estão a baixa quantidade de áreas destinadas à reforma agrária, a demora na liberação de recursos e a dificuldade para avançar em medidas consideradas prioritárias pela entidade. Apesar das críticas, o MST confirmou que continuará apoiando a candidatura de Lula à reeleição em 2026.
Integrantes da direção nacional afirmaram que o movimento seguirá participando da campanha presidencial, mas defenderam que um eventual quarto mandato seja marcado por maior protagonismo do Executivo na implementação da agenda da reforma agrária. Durante as manifestações públicas, lideranças do movimento também cobraram maior empenho do presidente para enfrentar restrições orçamentárias e acelerar decisões relacionadas à política fundiária. A avaliação é de que o governo precisa assumir uma postura mais firme para atender às reivindicações históricas da organização.
As declarações evidenciam um momento de desgaste na relação entre o Palácio do Planalto e um dos movimentos sociais tradicionalmente mais próximos dos governos do Partido dos Trabalhadores. Mesmo mantendo o apoio político ao presidente, o MST demonstra insatisfação com os resultados alcançados até o momento e sinaliza que pretende ampliar a pressão por mudanças na condução da política de reforma agrária.
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Política