O resultado representa uma melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo foi de US$5,177 bilhões, e também ficou abaixo do déficit observado em maio deste ano, de US$3,185 bilhões.
As transações correntes reúnem as operações do país com o exterior, incluindo a balança comercial, os serviços, a renda primária (como remessas de lucros, dividendos e juros) e as transferências unilaterais. No acumulado de 2026, o déficit chega a US$27,477 bilhões. Em 12 meses, o indicador recuou para 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 2,60% registrados em maio, alcançando o menor nível desde setembro de 2024. O principal fator para a melhora das contas externas foi o desempenho da balança comercial.
Em junho, o superávit comercial atingiu US$8,830 bilhões, contribuindo para reduzir o impacto dos déficits nas demais contas do setor externo. Segundo o Banco Central, o avanço dos preços internacionais de produtos exportados pelo Brasil teve papel relevante nesse resultado, com destaque para o petróleo. Apesar do avanço da balança comercial, a conta de serviços permaneceu negativa em US$5,133 bilhões, enquanto a conta de renda primária registrou déficit de US$6,466 bilhões, refletindo principalmente remessas de lucros, dividendos e pagamentos de juros ao exterior.
Os dados também mostram que o fluxo de investimentos estrangeiros diretos continuou robusto. Em junho, o ingresso líquido de capital nessa modalidade alcançou US$9,075 bilhões, acima das expectativas do mercado. No primeiro semestre, o volume acumulado chegou a US$46,986 bilhões, alta de cerca de 33% em relação ao mesmo período de 2025. Para 2026, o Banco Central mantém a projeção de déficit em transações correntes de US$56 bilhões, equivalente a 2,1% do PIB.
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