Pré-candidato à Presidência defende o fim da permanência até a aposentadoria compulsória e afirma que a medida ampliaria a renovação da Suprema Corte
O pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, defendeu nesta terça-feira (28) uma mudança nas regras de permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O escritor e psiquiatra afirmou que a Corte deveria adotar mandatos com prazo determinado, em substituição ao atual modelo, no qual os ministros permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória.
Segundo Cury, a proposta prevê mandatos de oito anos para os integrantes do Supremo.
Na avaliação do presidenciável, a renovação periódica da composição da Corte contribuiria para evitar a concentração de poder e garantir maior alternância entre os magistrados responsáveis pelas decisões do tribunal.
O pré-candidato também defendeu critérios mais rigorosos para a escolha dos futuros ministros do STF.
De acordo com ele, os indicados deveriam apresentar histórico de conduta ilibada e currículo jurídico de destaque, como forma de fortalecer a credibilidade institucional da Suprema Corte.
A declaração foi feita durante uma série de entrevistas com presidenciáveis promovida pelo Correio Braziliense.
Ao longo da sabatina, Cury apresentou propostas sobre diferentes áreas da administração pública, incluindo segurança, economia e sistema de Justiça, utilizando o espaço para expor suas diretrizes de campanha.
Pelas regras atualmente em vigor, os ministros do STF são indicados pelo presidente da República, têm seus nomes submetidos à aprovação do Senado Federal e permanecem no cargo até atingirem a idade de aposentadoria compulsória, fixada em 75 anos.
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