O encontro, que será realizado no Supremo Tribunal Federal (STF), foi anunciado na esteira da decisão do governo federal de negar vistos a dois funcionários do governo Donald Trump que buscavam agendar reuniões no Brasil, inclusive com a Corte Eleitoral.

Segundo reportagem do jornal Washington Post, os dois emissários norte-americanos tinham a intenção de questionar o processo eleitoral brasileiro e o sistema eletrônico de votação. O governo brasileiro interpretou a tentativa como uma interferência externa e um questionamento sem respaldo técnico ao sistema eleitoral do país, o que motivou a negativa dos vistos. Em resposta ao episódio, o TSE optou por converter a demanda específica dos EUA em uma oportunidade de esclarecimento institucional amplo.

Em vez de atender à missão restrita dos americanos, a Corte convidou representantes de diversas embaixadas para uma exposição detalhada sobre o funcionamento e a segurança das urnas eletrônicas. A informação foi apurada pelo analista de Política da CNN, Teo Cury. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que reiteradamente defende a lisura do sistema eletrônico de votação, manifestou-se recentemente após o senador Flávio Bolsonaro (PL) levantar questionamentos baseados em dados de uma empresa venezuelana.

Nunes Marques reafirmou a integridade do processo eleitoral brasileiro, sem, contudo, comentar diretamente o episódio envolvendo os diplomatas americanos. Durante a reunião do dia 17 de agosto, o TSE deverá apresentar as medidas de segurança adotadas anualmente para garantir a confiabilidade das urnas. O evento ocorre em um ano simbólico: o sistema eletrônico de votação completa três décadas de uso ininterrupto no Brasil, tendo sido empregado pela primeira vez nas eleições municipais de 1996.

Fonte da notícia: Diário do Poder
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em Diário do Poder diariodopoder.com.br
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