O material foi exibido na convenção do PL, dia 25 último, em que Flávio Bolsonaro foi oficializado como candidato à Presidência da República.
Muito embora exibido em evento fechado, o vídeo serve agora de pretexto para reverter a prisão domiciliar do ex-presidente ou prejudicar a candidatura presidencial do seu filho. Na decisão, Moraes destaca que o vídeo simula um pronunciamento do ex-presidente. Nele, a imagem gerada por IA afirma: “Isso que vocês estão vendo aqui, não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial.
Como todos aqui sabem, estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária, baseada em algo que eu nunca fiz.” Em seguida, o conteúdo pede apoio a Flávio Bolsonaro, declarado “sangue do meu sangue” e apontado como “o futuro” para a Presidência. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março de 2026, após condenação a 27 anos e três meses de pena privativa de liberdade por suposto crimes relacionados a suposta “tentativa de golpe de Estado”.
Em 17 de julho, Moraes já havia reconhecido o descumprimento dessa restrição após a divulgação da “Carta aos Brasileiros”, de autoria do próprio Bolsonaro e publicada por Flávio nas redes sociais. Na ocasião, o ministro suspendeu o direito de visita do condenado por 30 dias e proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado, até o fim das eleições gerais de 2026. O ministro encontrou, claro, duas possibilidades para seguir em sua atitude contra a família do ex-presidentp.
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