Entender as bibliotecas como um espaço para além do acesso à informação, mas também como um lugar de conscientização e desenvolvimento do pensamento crítico, é o que levou a pesquisadora Luciane Cavalcante a criar o projeto Medeia. Info. Uma iniciativa de mediação cultural em bibliotecas, focada no enfrentamento a violência de gênero. “A gente precisa entender que o acesso à informação tem que também vir potencializado de ferramentas para estruturar essa informação para um uso.
Então, por exemplo, eu posso colocar livros que falam sobre feminicídio, que falam sobre violência, mas o que eu posso fazer de atividade dentro das bibliotecas?”, explicou a pesquisadora. Notícias relacionadas Spray de pimenta para mulher é medida paliativa, diz promotora. Página do TJRJ já teve 3,2 mil pedidos de medidas protetivas em 2026. Fatores sociais e estruturais empurram mulheres para cesarianas. Com formação em biblioteconomia, Luciane Cavalcante conta que atuou como docente nos programas de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual de Londrina.
Durante uma orientação, a pergunta de uma aluna sobre o papel das bibliotecas comunitárias no combate à violência de gênero a provocou. “Foi nessa parte que eu comecei a me envolver com os estudos de gênero e com os estudos feministas, com as perspectivas latino-americanas em relação a essa questão. E, aí, eu comecei a envolver pesquisas para entender melhor o que as bibliotecas fazem em relação a isso”. Bibliotecas escolares As ações do projeto Medeia. Info incluem palestras, cursos e debates voltados a profissionais que atuam em bibliotecas e outros espaços culturais.
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