Prof. Dr. Lucas Oliveira de Sousa Escrevo este texto da poltrona do avião que me traz de volta ao Brasil, depois de pouco mais de 40 dias nos Estados Unidos. Foram cinco estados percorridos, muito trabalho, muitas horas de estrada, lugares lindos, gente acolhedora e a oportunidade de experimentar, mais uma vez, a vida cotidiana de outro país. Ao longo dessa temporada, visitei universidades, centros de pesquisa, empresas, cidades grandes e pequenas. Conversei com pesquisadores, empresários, estudantes e famílias. Como sempre acontece quando viajamos com os olhos atentos, aprendi muito mais do que imaginava.

E viajar nos ensina a abandonar simplificações. Cada sociedade constrói suas soluções a partir de sua história, de sua cultura e de suas instituições. O Brasil não é apenas um conjunto de problemas. Da mesma forma, nenhum país no mundo é uma coleção de soluções perfeitas. Talvez uma das maiores riquezas das viagens internacionais seja perceber que desenvolvimento não nasce da comparação permanente, mas da capacidade de adaptar boas ideias à realidade local. É justamente por isso que acredito que o agronegócio brasileiro ocupa hoje uma posição de destaque no cenário mundial.

Nossa agricultura tornou-se uma potência mundial porque aprendeu a fazer algo que poucos países conseguiram: desenvolver ciência, tecnologia e modelos produtivos adaptados às condições tropicais. Não copiamos simplesmente modelos estrangeiros. Construímos soluções próprias, reunindo ciência, empreendedorismo e capacidade de adaptação. Internacionalizar não significa importar respostas prontas. Significa ampliar repertórios, construir pontes e trazer para casa aquilo que pode fortalecer nossas próprias capacidades.

Fonte da notícia: Folha de Colíder
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em Folha de Colíder folhadecolider.com.br
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