O SUV tem tração elétrica e um motor a combustão que funciona como extensor de bateria, o que garante uma autonomia excelente É curioso como a indústria costuma se reinventar de momentos em momentos. Muitas vezes achamos que uma coisa é nova, inédita, mas nada mais é do que uma evolução de algo que já existia. No setor automotivo não é diferente. Muito do que vemos hoje foi criado e testado há anos, mas por diversos motivos, na época, não tiveram a atenção que deveriam.
Um bom exemplo disso é o sistema que a Leapmotor (marca chinesa do grupo Stellantis – Fiat, Ram, Jeep, Peugeot e Citroën) lançou recentemente no Brasil, batizado por ela de REEV. O que se trata, é um sistema de propulsão totalmente elétrico, mas com um extensor de bateria alimentado por um motor a combustão, o que gera uma autonomia maior. Apesar de único atualmente, o C10 REEV não é pioneiro. Neste formato, o veículo tem tração elétrica, sempre alimentado pela bateria de alta voltagem, o propulsor a combustão funciona como uma espécie de gerador de energia, ele não traciona as rodas, apenas carrega a bateria.
Com isso, a autonomia do veículo, que é totalmente elétrica, tem um ganho considerável. Só que este conjunto mecânico não é nada novo, inclusive no Brasil. A marca pioneira por aqui com algo parecido foi a BMW com o i3 (um dos primeiros veículos elétricos disponíveis no mercado brasileiro). Na alemã, o sistema foi batizado de “Rex” e atuava da mesma forma que o C10 Reev da Leapmotor – o nosso “Teste da Vez” –, como um extensor de bateria. Ele tem motor a combustão, mas direção elétrica, logo, sem concorrentes diretos por aqui.
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