JB News Por Nayara Cristina Do local Guilherme Augusto A Procuradoria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso endureceu o discurso em relação às tentativas de investigados evitarem os depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. Durante entrevista à imprensa, o procurador da Casa, Francisco de Brito, afirmou que o entendimento jurídico da Assembleia é de que pessoas convocadas pela comissão têm o dever legal de comparecer às oitivas, ainda que possam exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio para não produzir provas contra si.
A declaração ocorre em meio à crescente judicialização dos trabalhos da CPI, que apura supostas irregularidades em contratos da área da saúde pública e já enfrenta uma série de pedidos de habeas corpus apresentados por empresários e demais investigados convocados para prestar esclarecimentos aos deputados estaduais. Segundo o procurador, quatro habeas corpus foram impetrados até o momento por pessoas convocadas pela comissão. Em dois casos, os investigados obtiveram salvo-conduto para não comparecer às oitivas.
A Procuradoria da Assembleia, entretanto, recorreu imediatamente das decisões por entender que elas restringem os poderes constitucionais de investigação da CPI. “Foram ingressados quatro habeas corpus. Duas pessoas conseguiram salvo-conduto para não comparecer. Dessas duas, nós recorremos porque, no entendimento da Procuradoria, o comparecimento é obrigatório. Foi o que aconteceu com a empresária ouvida hoje. Ela compareceu, exerceu o direito constitucional ao silêncio e não produziu prova contra si. É esse o procedimento que entendemos ser o correto”, explicou Francisco de Brito.
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