O ex-governador e presidente estadual da sigla, Mauro Mendes, intensificou as articulações para ampliar sua base de apoio entre os convencionais e tentar impedir que o senador Jayme Campos consiga o número de votos necessários para viabilizar sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso.
Segundo informações divulgadas pelo HNT, Mauro trabalha para ampliar o número de delegados alinhados ao seu grupo por meio de uma estratégia de substituição de delegados titulares por suplentes. O mecanismo permite que prefeitos renunciem à condição de delegados, dando lugar aos respectivos suplentes, sem perderem o direito de voto como presidentes dos diretórios municipais. A movimentação já teria sido utilizada nos casos dos prefeitos Vander Masson, de Tangará da Serra, e Bruno Mena, de Matupá.
Agora, uma nova articulação busca repetir a estratégia com outro prefeito aliado, o que poderá elevar para 51 o número de convencionais aptos a participar da votação. Nos bastidores, a avaliação é de que cada voto passou a ter peso decisivo. Pelas regras aprovadas pelo diretório estadual, o candidato ao Governo precisará alcançar o apoio de três quintos dos convencionais para ter o nome homologado pela legenda.
Enquanto Jayme Campos afirma possuir apoio suficiente para disputar a indicação do partido, o grupo liderado por Mauro Mendes trabalha para consolidar uma maioria capaz de manter o União Brasil e a Federação União Progressista alinhados ao projeto político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscará a reeleição em 2026. A convenção desta quinta-feira é considerada uma das mais importantes da história recente do União Brasil em Mato Grosso.
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