JB News Por Jota de Sá A escassez mundial de enxofre deixou de ser apenas um problema de preço no mercado internacional e passou a atingir diretamente a capacidade de produção de fertilizantes dentro do Brasil. A paralisação de fábricas, a redução das operações industriais e a hibernação de unidades da Mosaic acenderam um alerta para um setor que movimenta quase 50 milhões de toneladas de adubos por ano e sustenta parte expressiva da produção brasileira de soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, café e alimentos destinados ao mercado interno.

A Mosaic, uma das maiores empresas de fertilizantes em operação no país, anunciou a suspensão temporária das atividades em unidades de mistura instaladas em Candeias, na Bahia, e Catalão, em Goiás. As fábricas de Palmeirante, no Tocantins, e Sorriso, em Mato Grosso, terão redução na produção. A companhia também manterá unidades paradas em Tapira, Minas Gerais, e Catalão, além de iniciar, a partir de setembro, a hibernação gradual do complexo industrial de Uberaba. A unidade de Cajati, em São Paulo, continuará operando para abastecer principalmente o segmento de nutrição animal.

A empresa sustenta que as medidas são temporárias e decorrem da restrição internacional no fornecimento de enxofre, agravada por dificuldades logísticas, tensões geopolíticas, alta procura mundial e menor disponibilidade do produto nas grandes cadeias de refino e processamento. O enxofre é fundamental para a produção de ácido sulfúrico, utilizado no tratamento da rocha fosfática e na fabricação de fertilizantes como o fosfato monoamônico, conhecido como MAP, o fosfato diamônico, o DAP, e os superfosfatos.

Fonte da notícia: JBL NEWS
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em JBL NEWS jbnews.com.br
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