Na manhã desta terça-feira, o presidente da Corte de Contas, conselheiro Sérgio Ricardo, conduziu a instalação da mesa técnica proposta pelo conselheiro Antônio Joaquim, relator das contas do município, reunindo a prefeita Flávia Moretti, representantes do Tribunal de Justiça, especialistas em precatórios e diversas autoridades estaduais para discutir alternativas capazes de impedir o colapso financeiro da segunda maior cidade do Estado. Durante a abertura dos trabalhos, Sérgio Ricardo fez um dos mais duros diagnósticos já apresentados sobre a realidade administrativa de Várzea Grande.
Segundo ele, a atual gestão herdou um passivo histórico que compromete completamente a capacidade financeira do município e impede novos investimentos em áreas essenciais. “Várzea Grande vive um caos. A prefeita está com o problema hoje, mas ela não causou todos os problemas que existem. São mais de 40 anos de precatórios não pagos e praticamente 158 anos de uma sequência de administrações que não conseguiram enfrentar essa realidade. Se a gestão pública tivesse funcionado ao longo da história, não faltaria água nas torneiras da população”, declarou.
Em um discurso marcado por forte tom de preocupação, o presidente do TCE afirmou que o município se encontra praticamente inviabilizado financeiramente e associou o cenário de dificuldades à degradação social observada na região metropolitana. “Na minha modesta opinião, Várzea Grande hoje é uma cidade inviabilizada. Esse histórico administrativo levou a população a conviver com problemas crônicos, infraestrutura precária, pobreza crescente e um processo de favelização que afeta toda a Baixada Cuiabana. Não se trata apenas de números. Estamos falando da qualidade de vida das pessoas”, afirmou.
Cidades
Cidades
Cidades
Cidades
Política