*Da Redação* A carne bovina brasileira escapou das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O país enfrenta período crítico de disponibilidade de gado e necessita ampliar suas compras internacionais para suprir a indústria e o consumo doméstico. A aplicação de sobretaxas aumentaria custos da proteína justamente quando a produção local não acompanha a demanda. Rebanho americano no menor patamar em décadas O rebanho bovino dos EUA atingiu 86,2 milhões de cabeças em janeiro de 2026, conforme dados do Departamento de Agricultura americano (USDA).

Este é o menor número desde 1951, marcando contração significativa do setor pecuário norte-americano. As vacas de corte reduziram para 27,6 milhões de animais, enquanto a produção de bezerros estimou-se em 32,9 milhões de cabeças. Este último resultado representa o menor índice registrado desde 1941, indicando retração profunda na capacidade reprodutiva. Secas e custos pressionam produção interna A queda no rebanho resulta de prolongadas estiagens em regiões pecuárias estratégicas, elevação substancial dos custos produtivos e descarte acelerado de matrizes reprodutoras.

Estes fatores combinados comprometem a recuperação da oferta doméstica. Importações americanas crescem significativamente Pressionados pela produção interna reduzida, os EUA intensificam suas compras no mercado internacional. O USDA projeta importações de aproximadamente 6,1 bilhões de libras de carne bovina em 2026, equivalente a cerca de 2,77 milhões de toneladas. Este volume representa crescimento de aproximadamente 12% em relação a 2025, quando as aquisições externas totalizaram 5,45 bilhões de libras.

Fonte da notícia: RADAR 360
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em RADAR 360 radar364.com.br
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