A partir desta segunda-feira (20), Mato Grosso entra oficialmente no período das convenções partidárias, etapa considerada decisiva para a consolidação das candidaturas que disputarão as eleições de outubro. Até o dia 5 de agosto, os partidos deverão homologar seus candidatos, definir alianças e registrar as chapas que disputarão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
Na corrida pelo Palácio Paiaguás, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega ao período das convenções como o único pré-candidato que atravessou a pré-campanha sem enfrentar questionamentos públicos sobre a manutenção de seu projeto político, consolidando-se como o nome defendido pelo grupo governista. Nos demais grupos, o cenário foi marcado por movimentações e incertezas. No PL, o senador Wellington Fagundes precisou conviver durante meses com especulações sobre uma possível substituição de sua candidatura em favor de uma composição entre Republicanos e o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar dos rumores, a direção nacional da legenda reafirmou, em diversas oportunidades, que Wellington permaneceria como o candidato do partido ao Governo do Estado. No PSD, a pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko também passou a dividir espaço com discussões internas após declarações do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, admitindo a possibilidade de o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro disputar o Governo do Estado, reabrindo o debate dentro da legenda.
Já no União Brasil, as divergências envolveram o senador Jaime Campos, que intensificou sua articulação para disputar o Governo, mas encontrou resistência de parte do partido, especialmente do grupo liderado pelo então presidente estadual da sigla, Mauro Mendes, defensor da candidatura de seu aliado e sucessor político, Otaviano Pivetta. Além dos principais partidos, outras pré-candidaturas aguardam a oficialização durante as convenções, entre elas Maurício Coelho (Inconfidência), Alex Pucinelli (Democracia Cristã), Sargento Laudicério Machado (PP) e Marcelo Malluf (Novo).
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