JB News Por Michele Vieira Medida do Ministério da Saúde entra em vigor em agosto e busca aumentar a proteção infantil Mesmo sem registrar casos de poliomielite há mais de três décadas, a cobertura vacinal contra a doença ainda está abaixo da meta de 95% em 2026. Para ampliar a proteção da população infantil, o Brasil passará a adotar, a partir de agosto, uma segunda dose de reforço contra a pólio para crianças de 4 anos.
A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde, tem caráter preventivo e busca manter o país livre da circulação do poliovírus e evitar o retorno da doença considerada eliminada no território nacional. A poliomielite é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus, que se multiplica no intestino e é transmitida principalmente pelo contato com fezes contaminadas. Na maioria dos casos, a infecção é leve ou até assintomática. No entanto, em situações mais graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar paralisias musculares, principalmente nos membros.
“Também pode comprometer os músculos respiratórios, causando insuficiência respiratória e, em alguns casos, levando à morte”, explica a infectologista pediátrica do Sabin, Sylvia Freire. Segundo ela, entre os pacientes que desenvolvem a forma paralítica, cerca de dois terços apresentam algum grau de paralisia residual com prejuízo funcional.
A médica destaca a dificuldade em atingir as metas de cobertura vacinal pode ter relação com a redução da percepção do risco e a influência da desinformação sobre a segurança das vacinas, além de disparidades regionais e dificuldades de acesso aos serviços de vacinação em determinadas localidades. "Deixar de vacinar as crianças é um risco, porque o vírus da poliomielite continua circulando em alguns países. O que mantém a doença sob controle é justamente a vacinação.
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