No mesmo período, o Copom não se reúne, interrompendo a chamada Super Quarta. O fenômeno ocorre quando ambas instituições anunciam decisões no mesmo momento, provocando oscilações nos mercados financeiros. Ciclos independentes dos bancos centrais Fomc e Copom seguem cronogramas baseados em reuniões às terças e quartas-feiras, com oito encontros anuais cada um. Os ciclos funcionam de forma independente e não sincronizada.

O banco central americano se reúne a cada seis semanas aproximadamente, enquanto o Copom mantém intervalos de 45 dias entre seus encontros. A última reunião do Fomc ocorreu em 16 e 17 de junho, completando 43 dias até esta quarta. O Copom retornará a se reunir na semana seguinte, marcando 50 dias desde seu último encontro realizado. Fatores econômicos determinam calendários distintos Os feriados nacionais de cada país influenciam diretamente nos calendários de reuniões dos bancos centrais. Cada instituição estabelece suas datas conforme o ciclo econômico doméstico específico.

Indicadores como inflação, PIB, emprego e câmbio guiam essas definições. Sincronizar reuniões brasileiras às norte-americanas não apresentaria sentido econômico. Quando os calendários divergem, o Copom ganha vantagem temporal para avaliar os efeitos da decisão do Fed antes de comunicar sua própria política monetária. Diferença de horários amplia intervalo de análise O Fomc divulga sua decisão às 15h no horário de Brasília. O Banco Central brasileiro comunica sua decisão a partir das 18h30, permitindo análise prévia dos impactos da política americana.

Fonte da notícia: RADAR 360
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em RADAR 360 radar364.com.br
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