Rinaldo de Oliveira Autorização eletrônica para doação de órgãos já foi feita por 30 mil brasileiros. Veja como fazer o cadastro oficial gratuito e salvar vidas. – Fotos: SNB/Albert Einstein Ficou mais simples. A Autorização Eletrônica para Doação de Órgãos já foi feita por mais de 30 mil brasileiros nos dois primeiros anos da ferramenta, gente que vai ajudar a salvar vidas após a morte. O cadastro gratuito é feito pela internet, leva poucos minutos e ajuda a garantir que a vontade do doador seja conhecida pela família e pelas equipes de saúde.
Regulamentada em 2024 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Colégio Notarial do Brasil, a Autorização Eletrônica para Doação de Órgãos (AEDO) permite que qualquer brasileiro maior de 18 anos registre oficialmente o desejo de ser doador. O documento fica integrado ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do SUS.
“A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos se consolidou como uma ferramenta de cidadania, conscientização e apoio direto à política pública de transplantes no Brasil, uma vez que a conversa que antes era somente familiar agora pode ser formalizada pela internet”, afirmou Eduardo Calais, presidente do Colégio Notarial do Brasil. Por que isso é importante Segundo dados do Ministério da Saúde, há cerca de 48 mil pessoas aguardando por um transplante no Brasil, à espera de um órgão.
Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) somou 31 mil transplantes, o recorde da série histórica e um crescimento de 21% em relação a 2022. As cirurgias mais comuns são para transplantar córnea, rim, medula óssea, fígado e coração. Embora o cadastro eletrônico não substitua a autorização da família, ele ajuda a reduzir dúvidas em um momento delicado e reforça qual era o desejo da pessoa. Quanto mais famílias souberem dessa decisão antecipadamente, maiores são as chances de que a vontade do doador seja respeitada.
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