A corrida pelo Palácio Paiaguás ganhou mais um capítulo da guerra de narrativas travada nos bastidores da campanha. Um vídeo que circula de forma intensa nas redes sociais e em aplicativos de mensagens passou a dominar as discussões políticas ao estabelecer uma comparação entre o candidato bolsonarista Wellington Fagundes, a gestão do ex-governador Pedro Taques e os escândalos de corrupção que marcaram o governo de Silval Barbosa.

O material, que se espalhou rapidamente pela internet, utiliza uma linguagem dura para associar Wellington Fagundes à suposta incompetência administrativa atribuída ao governo Pedro Taques e aos casos de corrupção revelados durante a gestão de Silval Barbosa. Em poucas horas, o vídeo alcançou milhares de compartilhamentos, ampliando o debate político e provocando reações entre apoiadores e adversários. Nos bastidores, a avaliação é de que a divulgação do conteúdo inaugura uma nova fase da campanha, marcada pelo endurecimento dos ataques e pela intensificação da disputa nas redes sociais.

A expectativa é de que o episódio provoque desdobramentos políticos e, eventualmente, jurídicos, caso alguma das partes decida recorrer à Justiça Eleitoral. Advogados especializados em direito eleitoral lembram que a divulgação de propaganda considerada ofensiva, irregular ou com potencial de disseminar informações falsas pode ser questionada por meio de representação na Justiça Eleitoral. Entretanto, a simples circulação do vídeo não caracteriza automaticamente crime eleitoral, cabendo à Justiça analisar o conteúdo, o contexto, a autoria e a eventual existência de irregularidades.

Fonte da notícia: Folha de Mato Grosso
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em Folha de Mato Grosso folhadematogrosso.com.br
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