Cidades brasileiras na fronteira com a Bolívia promoveram o dia D de vacinação contra o sarampo neste sábado (26), tentativa de conter a entrada da doença no Brasil.

Essa ponte no Acre liga o Brasil à Bolívia. No local, passam todos os dias mais de cinco mil brasileiros que estudam medicina em Cobija. Com o surto de sarampo no país vizinho, a vacina é a estratégia pra evitar que a doença cruze a fronteira.

Um posto de vacinação foi instalado do lado brasileiro, próximo da ponte Wilson Pinheiro, em Brasiléia. Mais de 300 doses de vacina foram disponibilizadas para o dia D no município.

"Ao passarmos pelo posto aqui, minha filha pediu pra parar que ela ia se vacinar", conta o comerciante Paulo Firmino.

Há dez dias, o Acre decretou situação de emergência por conta do risco de disseminação da doença. O estado, que não registra casos de sarampo há mais de 20 anos, tem oito casos suspeitos. Cáceres, no Mato Grosso, montou um ponto itinerante na praça central da cidade. "Acho que a importância disso tudo é que as pessoas se conscientizem disso, né? E saber que hoje a gente só fica livre dessas doenças se a gente tomar vacina", diz Ismael Silva, estudante de biologia. Em Mato Grosso do Sul, a vacinação foi em Corumbá e Ladário. Em Porto Velho, seis unidades de saúde abriram neste sábado.

O desafio agora é manter o Brasil livre da doença. O país doou 600 mil doses de vacina contra o sarampo para a Bolívia. Só para a ação do dia D, foram mais 65 mil doses. A vacinação nos dois países aconteceu ao mesmo tempo.

"Mais importante, a população pode ajudar. A população deve procurar os postos de saúde, quem tem de um a 59 anos, em qualquer município, procure postos de saúde, coloque a vacinação em dia para se proteger e proteger a sua família", ressalta o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti.

Fonte da notícia: edsnews.com.br
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em edsnews.com.br edsnews.com.br
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