O Super El Niño começou a entrar em uma nova fase no Brasil nesta quinta-feira (16). Embora tenha sido confirmado em junho, os efeitos do fenômeno climático passam a ficar mais evidentes no país a partir da segunda quinzena de julho, alterando padrões de temperatura e chuva em diversas regiões. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a categoria “muito forte”, a mais elevada na escala de classificação.
Segundo o pesquisador do Laboratório de Ciências Atmosféricas (LCA) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Thiago Rangel Rodrigues, os modelos climáticos apresentam uma tendência consistente de fortalecimento do fenômeno, embora ainda exista um importante grau de incerteza.
“Os modelos climáticos mostram, de forma bastante consistente, que o aquecimento do Pacífico continuará aumentando durante o segundo semestre.” As projeções do Climate Forecast System (CFS), desenvolvido pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), passaram a simular valores próximos de +4,8°C na região conhecida como Niño 3.4, enquanto a média permanece acima de +4°C durante o fim de 2026.
Para que um evento seja classificado como muito forte, conhecido popularmente como Super El Niño, é necessário que a temperatura da superfície do Oceano Pacífico apresente anomalias próximas ou superiores a 2°C por vários meses seguidos. No entanto, apesar das projeções indicarem um aquecimento significativo, o meteorologista Thiago ressalta que ainda existe a chamada “barreira de previsibilidade da primavera”. Trata-se de um período em que os modelos climáticos têm maior dificuldade para prever, com precisão, a intensidade que o fenômeno poderá atingir nos próximos meses. O que pode mudar no Brasil?
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