O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de fraudes em empréstimos consignados, não apontou irregularidades envolvendo integrantes da equipe do Governo do Estado. Ao comentar a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para apurar o caso, o governador disse não ter conhecimento oficial da iniciativa e destacou que a gestão já adotou medidas para combater as fraudes desde o ano passado.
Segundo Pivetta, a operação da Polícia Federal teve como alvo empresas que atuavam com empréstimos consignados em Mato Grosso e em outros estados do país, sem atingir agentes públicos do Executivo estadual. “A notícia que eu verifiquei, a operação foi destinada às empresas que fizeram consignados aqui e em muitos outros estados do Brasil. Não houve nada que desabonasse a conduta de ninguém da nossa equipe”, afirmou o Chefe do Executivo na última sexta-feira (17).
Questionado sobre o movimento na Assembleia Legislativa para criação de uma CPI, Pivetta disse que o assunto ainda não chegou oficialmente ao governo e ressaltou que não vê problemas na investigação. “Sobre a CPI, eu não sei da iniciativa da CPI, oficialmente não chegou nada que eu saiba. Não tenho nenhum problema. Nós cuidamos da coisa pública e não temos compromisso com o erro”, declarou. Apesar disso, o governador ponderou que comissões parlamentares de inquérito em período eleitoral costumam gerar desgaste político. “É claro que CPI, em época de campanha política… ninguém gosta.
E também não é normal.” Pivetta lembrou que o governo estadual adotou medidas para conter irregularidades no crédito consignado ainda em junho do ano passado. Segundo ele, uma lei passou a proibir a atuação de instituições financeiras sem endereço em Mato Grosso na concessão de empréstimos consignados aos servidores estaduais. Além disso, afirmou que o Estado extinguiu a modalidade conhecida como “cartão benefício”, apontada pelo governo como a principal origem das irregularidades identificadas. “Eliminamos e extinguimos todo e qualquer cartão benefício, que é onde tinha, visivelmente, exageros, fraudes.
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