A manifestação ocorreu logo após a oficialização da composição que coloca Wellington Fagundes como candidato ao Governo e a deputada estadual Janaína Riva (MDB), ao lado do deputado federal José Medeiros (PL), na disputa pelas duas vagas ao Senado.
Em publicação nas redes sociais, Abilio afirmou que não pretende subir no mesmo palanque de lideranças do MDB e disse que manter esse posicionamento é uma questão de coerência política. Segundo ele, diversos integrantes do partido estiveram no campo adversário durante as eleições municipais de 2024 e permanecem fazendo críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao grupo político do PL. Entre os nomes citados pelo prefeito estão o deputado estadual Eduardo Botelho, o deputado Thiago Silva, o ex-prefeito Léo Bortolin, Kalil Baracat e a vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa.
Para Abilio, esses episódios inviabilizam uma composição eleitoral conjunta. Em tom de forte crítica, o prefeito declarou que não aceitará apoiar a coligação apenas por fidelidade partidária e afirmou estar disposto a enfrentar as consequências dentro do próprio PL. “Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou me tolera, ou me expulsa. Com o PT e MDB eu não vou”, afirmou.
A declaração evidencia um novo foco de tensão dentro do PL em Mato Grosso, justamente no momento em que o partido tenta consolidar uma ampla frente de apoio à candidatura de Wellington Fagundes. O posicionamento de Abilio expõe divergências internas sobre a estratégia eleitoral e pode ampliar o debate sobre os rumos da campanha governista nas eleições de 2026. Após reunião em Brasília com a direção nacional do PL, senador oficializa composição ao Senado, afirma contar com o apoio de Jayme Campos e diz que ainda negocia a definição do vice-governador.
Eleições 2026
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