Aproveitando-se da carência afetiva, da boa-fé e da confiança das vítimas, estelionatários conseguem conquistar relacionamentos virtuais durante semanas ou até meses antes de pedir dinheiro. Embora idosos estejam entre os principais alvos, pessoas de qualquer idade podem cair nesse tipo de armadilha.
O mais preocupante é que muitas vítimas, por vergonha ou medo de julgamentos, preferem esconder o ocorrido e deixam de procurar a polícia, permitindo que os criminosos continuem fazendo novas vítimas. Três meses de conversas terminaram em golpe Uma mulher de 65 anos procurou a Polícia Civil na segunda-feira (27) para denunciar que foi enganada por um homem que conheceu em um grupo de relacionamentos voltado à terceira idade. Segundo o boletim de ocorrência, os dois conversaram durante aproximadamente três meses.
Nesse período, o suposto pretendente afirmou morar no exterior e dizia estar planejando uma viagem ao Brasil para conhecê-la pessoalmente. Poucos dias antes da suposta viagem, porém, ele alegou estar sem dinheiro suficiente para custear o deslocamento e pediu ajuda financeira. Acreditando que estava ajudando alguém com quem mantinha um relacionamento, a vítima realizou uma transferência de R$ 4,6 mil via PIX para a conta indicada pelo homem. Depois do depósito, o contato foi interrompido.
O suposto namorado desapareceu das redes sociais e não respondeu mais às mensagens, momento em que a mulher percebeu ter sido vítima de um golpe. O caso foi registrado na Polícia Civil, que investiga a identidade do estelionatário. Um crime que cresce silenciosamente Especialistas alertam que esse tipo de estelionato tem aumentado nos últimos anos devido à facilidade de criar perfis falsos em redes sociais, aplicativos de namoro e grupos de relacionamento. Os criminosos estudam o perfil da vítima, conquistam sua confiança com demonstrações de carinho, atenção e promessas de um futuro juntos.
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