Deputado Cabo Gilberto Silva acusa ministro do STF de crime de responsabilidade por restringir contato entre pai e filho A liderança da oposição na Câmara dos Deputados protocolou, nesta quarta-feira, 15, mais um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e sustenta que o magistrado teria cometido crime de responsabilidade ao impor restrições de contato entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Assinado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o pedido requer a abertura formal do processo de impeachment, a instituição de uma comissão especial para analisar o caso, a perda do cargo de Moraes e sua inabilitação para o exercício de função pública por oito anos. A representação invoca a Lei 1.079, de 1950, que define os crimes de responsabilidade de ministros do Supremo. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Cabo Gilberto afirmou que a iniciativa decorre do que classifica como uma sucessão de abusos cometidos pelo ministro.
“A liderança da oposição protocolou no Senado Federal mais um pedido de impeachment contra o ministro Moraes, que infelizmente vem abusando das suas prerrogativas há muitos anos”, declarou. O parlamentar criticou especificamente a decisão que restringiu a comunicação entre Flávio Bolsonaro e o ex-presidente, destacando o caráter familiar e profissional da relação. “Essa última proibiu um advogado de ver o seu cliente, ou proibiu o filho de ver seu pai, contrariando toda a legislação brasileira”, disse. Na avaliação do deputado, Moraes utiliza o cargo para direcionar ações contra adversários políticos.
Justiça
Justiça
Justiça
Justiça
Polícia