Ex-atacante aceita o desafio de dirigir a equipe e a Sub-20 em contrato válido até março de 2027 A confirmação de Diego Forlán como novo comandante interino da seleção uruguaia marca o início de uma nova era para a Celeste, surgindo como uma resposta imediata ao fracasso retumbante na Copa do Mundo de 2026.
A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) decidiu encerrar o ciclo do técnico argentino Marcelo Bielsa após uma campanha melancólica no Mundial, onde a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos sem conquistar uma única vitória, somando apenas dois pontos em empates contra Cabo Verde e Arábia Saudita, além de uma derrota para a Espanha. Diante desse cenário de crise e forte desgaste entre comissão técnica e elenco, a figura de Forlán surge não apenas como um técnico, mas como um símbolo de reconstrução para um país que busca resgatar sua identidade competitiva.
O acordo estabelecido entre a federação e o ex-atacante prevê uma função dupla e estratégica para o ídolo nacional: ele assume o comando efetivo da seleção Sub-20 e, simultaneamente, a direção interina da seleção principal até março de 2027. Durante este período de transição, “Cachavacha”, como é conhecido, terá o desafio de liderar o Uruguai em pelo menos oito compromissos, que incluem amistosos internacionais nas datas FIFA de setembro e outubro, além de rodadas cruciais das Eliminatórias.
O contrato temporário serve como uma ponte até que a nova diretoria da AUF, a ser definida em eleições no início de 2027, tome uma decisão definitiva sobre o projeto de longo prazo da equipe. A escolha por Forlán, embora tenha surpreendido alguns devido à sua curta trajetória à beira do campo, foi defendida pelo presidente da AUF, Ignacio Alonso, como uma decisão amadurecida em conversas que já duravam meses.
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