Em caso de a decisão ser mantida, os advogados solicitam que a medida seja analisada pela Primeira Turma do STF A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que proíbe o senador Flávio Bolsonaro (PL) de visitar o pai, que cumpre prisão domiciliar. O pedido é para que o magistrado reconsidere a decisão. Em caso de a decisão ser mantida, os advogados solicitam que a medida seja analisada pela Primeira Turma do STF.
Segundo os autos da petição, a defesa afirma que a decisão é “desproporcional” à conduta atribuída ao ex-presidente. O STF determinou a proibição após Flávio Bolsonaro ler uma carta escrita à mão por Bolsonaro, na qual ele reitera seu apoio ao nome do senador para o pleito eleitoral em outubro, contra o presidente Lula (PT). Os advogados reafirmaram que o ex-presidente “jamais teve ciência” de que o filho divulgaria a carta escrita “aos brasileiros” e negaram qualquer combinação prévia para a publicação do conteúdo nas redes sociais.
“Com efeito, conforme esclarecido nos autos, o Agravante jamais teve ciência do meio pelo qual a carta manuscrita seria posteriormente divulgada, tampouco houve qualquer ajuste prévio para utilização de redes sociais”, diz. Além do questionamento familiar, Flávio também faz parte do corpo jurídico de Bolsonaro, acompanhando o caso em que ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe. Ele cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março deste ano, após passar mal na Papudinha.
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