JB News Por Emerson Teixeira A condenação do caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva a 33 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery, encerrou o primeiro julgamento de um dos crimes de maior repercussão da história recente de Mato Grosso. Mas, ao mesmo tempo, abriu uma nova fase do processo criminal, que agora seguirá com o julgamento dos demais réus apontados como participantes da suposta organização responsável pela execução.
Durante o Tribunal do Júri realizado nesta quarta-feira (15), Alex admitiu diante dos jurados ser o autor dos disparos que mataram Renato Nery, em frente ao escritório do advogado, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. A confissão, porém, veio acompanhada de uma sequência de declarações contraditórias que chamaram a atenção de promotores, defesa, magistrado e dos próprios jurados. Ao reconstruir os momentos que antecederam o homicídio, o condenado relatou que aguardou a chegada da vítima ao escritório e descreveu com frieza a execução. “Ele desceu do carro. Quando ele desceu do carro, eu disparei.
Eu efetuei os disparos contra a vítima.” Questionado sobre quanto teria recebido para cometer o assassinato, Alex respondeu inicialmente que teria recebido “quase R$ 100 mil”. Em seguida, mudou completamente sua versão. Segundo ele, jamais teria sido contratado diretamente para matar Renato Nery. Disse que estava completamente endividado, sofrendo ameaças de agiotas e que tudo começou durante um churrasco realizado apenas entre ele e o policial militar da Rotam Heron Teixeira Pena Vieira.
Polícia
Polícia
Polícia
Polícia
Política