Da Redação Uma equipe internacional de pesquisadores identificou água em estado de superaquecimento nas profundezas do Oceano Atlântico. A descoberta ocorreu na região do campo hidrotermal Lost City, oferecendo novas respostas sobre fontes energéticas em ambientes sem luz solar. Expedição científica revela achado significativo Durante a expedição IODP 399 em 2023, cientistas perfuraram o Atlantis Massif utilizando o navio JOIDES Resolution. As amostras coletadas atingiram profundidade de 1.268 metros abaixo do assoalho marinho, revelando composição singular do líquido subterrâneo.

Nos pontos mais profundos, entre 675 e 800 metros abaixo do fundo oceânico, até 80% da água apresentava características de fluido natural circulando pelas rochas. As temperaturas medidas ultrapassavam 300 °C em determinadas zonas. Análise química fornece pistas importantes O estudo das amostras indicou perda quase total de magnésio no fluido. Simultaneamente, elementos como cálcio, lítio, rubídio, césio e estrôncio apresentavam concentrações elevadas, extraídos das rochas do local. Essa composição química assemelha-se significativamente aos fluidos presentes nas fontes do Lost City.

Trata-se da primeira evidência direta de circulação profunda de fluidos de alta temperatura nas estruturas rochosas abaixo do Atlantis Massif. Sistema natural de circulação energética O processo funciona mediante penetração de água oceânica na crosta terrestre através de fissuras naturais. Ao interagir com rochas aquecidas, o fluido incorpora minerais significativos à sua composição. Posteriormente, essa água enriquecida energeticamente retorna para regiões próximas à superfície carregada de energia química. O mecanismo explica como ecossistemas extremos conseguem sustentar organismos vivos sem dependência solar.

Fonte da notícia: RADAR 360
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em RADAR 360 radar364.com.br
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