A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), admitiu nesta quinta-feira (16) que a derrota da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 expôs o desgaste na base governista em meio à disputa pela eleição da Mesa Diretora da Casa. Segundo ela, o resultado da votação demonstra que o grupo está “machucado” e dividido pelas articulações políticas do próximo biênio. “Hoje nós tivemos a apreciação, em segunda fase, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e não tivemos o quórum de maioria absoluta, que são necessários 14 votos para aprovação.

Tivemos alguns vereadores que justificaram ausência no início da sessão e também vereador que estava em plenário, mas não votou, nem se absteve. Ficou uma votação de 12 votos favoráveis e oito contrários.” A presidente também rebateu as críticas de parlamentares que apontaram supostas irregularidades na tramitação da proposta. Segundo ela, todos os prazos regimentais foram respeitados desde a chegada do projeto ao Legislativo.

“A LDO chegou à Câmara no dia 29 de maio, foi dada ciência aos vereadores no dia 9 de junho, eles tiveram prazo para apresentar emendas, o projeto passou pela Comissão de Fiscalização, pela Comissão de Constituição e Justiça, tivemos duas audiências públicas e toda a tramitação ocorreu dentro da legalidade. Na semana passada apreciamos a fase de pareceres e hoje seria apenas a segunda fase da votação.” Nos bastidores, a rejeição da LDO foi atribuída ao impasse envolvendo a tentativa de alterar o Regimento Interno para permitir a reeleição da atual Mesa Diretora.

Parlamentares da base alegam que acordos políticos não foram cumpridos, o que contribuiu para o esvaziamento da votação e para a ausência de votos suficientes. Embora tenha evitado responsabilizar diretamente os vereadores, Paula Calil reconheceu que o episódio evidencia a divisão existente na base de sustentação. “É claro que o resultado mostra um momento difícil.

Fonte da notícia: Muvuca Popular
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em Muvuca Popular muvucapopular.com.br
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