O resultado foi atingido oito dias antes do registrado no ano passado, evidenciando o fortalecimento da atividade econômica no estado e o avanço das receitas públicas em ritmo superior ao observado nos últimos anos. Os dados são do Impostômetro da Fecomércio Mato Grosso e apontam que o volume arrecadado representa 1,25% dos R$ 2,4 trilhões recolhidos em tributos em todo o Brasil até o mesmo período.
Embora Mato Grosso não esteja entre os estados com maior participação absoluta na arrecadação nacional, o desempenho demonstra a relevância crescente da economia mato-grossense no cenário brasileiro. Segundo análise do Instituto de Pesquisa da Federação (IPF-MT), o crescimento da arrecadação é impulsionado por uma combinação de fatores, entre eles o aumento da atividade econômica, a inflação de produtos e serviços e a maior incidência de tributos sobre o consumo e a renda.
O desempenho acompanha a expansão de setores estratégicos da economia estadual, como o agronegócio, a indústria, o comércio e a prestação de serviços. Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o avanço das receitas públicas confirma o aquecimento da economia, mas também reforça a necessidade de políticas que preservem a competitividade das empresas e o poder de compra da população. Segundo ele, o crescimento da arrecadação deve caminhar ao lado de medidas que estimulem a liberdade econômica e favoreçam o ambiente de negócios.
Entre os municípios, Cuiabá lidera o ranking da arrecadação, com mais de R$ 728,7 milhões recolhidos. Em seguida aparecem Rondonópolis, com R$ 196,6 milhões; Sinop, com R$ 147,2 milhões; Várzea Grande, com R$ 103,9 milhões; Sorriso, com R$ 80,2 milhões; e Lucas do Rio Verde, que já soma R$ 78,1 milhões em tributos arrecadados.
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