Agronegócio

Aprosoja: MT pode ter prejuízo de R$ 23 bilhões com moratória

O presidente da Associação dos Produtores de Soja em Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas beber, afirmou que a moratória da soja pode causar um prejuízo de R$ 23 bilhões à receita do Estado. A declaração foi feita na tarde desta terça-feira (28) durante um seminário cujo objetivo foi encontrar estratégias para favorecer os produtores rurais de Mato Grosso. O evento contou com representantes dos Três Poderes e entidades do agronegócio. “Há estudos que falam que o impacto chega a quase R$ 23 bilhões na economia do Estado...

Por EDS NEWS • 20/06/2024 09:36 (horário de MT)

O presidente da Associação dos Produtores de Soja em Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas beber, afirmou que a moratória da soja pode causar um prejuízo de R$ 23 bilhões à receita do Estado.

A declaração foi feita na tarde desta terça-feira (28) durante um seminário cujo objetivo foi encontrar estratégias para favorecer os produtores rurais de Mato Grosso. O evento contou com representantes dos Três Poderes e entidades do agronegócio.

“Há estudos que falam que o impacto chega a quase R$ 23 bilhões na economia do Estado, causado pela moratória, não estimulando produtores em áreas novas que poderiam plantar respeitando o código florestal. Eles acabam sendo inibidos da produção de soja nessas áreas, tendo menor ganho econômico, desvalorizando a sua terra e patrimônio”, disse.

Beber ainda disse que empresas compradoras de soja formam um cartel para favorecerem o mercado europeu, o que prejudica os produtores locais. As empresas, de forma parecida com o cartel, não compram com os produtores porque a maioria está aliada para atender o mercado euroupeu Por causa disso, ele cobrou que o Governo Federal apresente propostas para proteger e fomentar o agronegócio.

O cartel é um crime baseado no acordo, explícito ou implícito, entre empresas que buscam controlar o mercado ao determinarem preços e limitarem a concorrência. Essa prática pode prejudicar os consumidores ao aumentar os preços dos produtos e restringir a oferta deles. “As empresas que são responsáveis por 94% da compra de grãos, de forma parecida com o cartel, não compram dos produtores, não dando opção para eles, porque a maioria dessas empresas está aliada para atender o mercado europeu”, afirmou.

“Precisamos de ação, de abrir novos mercados para que não fiquemos refém dessas empresas. Lembrando também que muitas Organizações Não Governamentais [ONGs] mal intencionadas estão no país sobrepondo a nossa legislação e penalizando os produtores de maneira injusta. Precisamos acabar com isso e, para isso, é necessária a ação do Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente”, completou.