O governador Mauro Mendes (União) demonstrou insatisfação com a lentidão das obras do BRT e cogitou romper o contrato com o consórcio responsável. No entanto, afirmou que uma decisão precipitada pode gerar prejuízos ao Estado e comprometer ainda mais o andamento do projeto.
“Qualquer um percebe as dificuldades do consórcio. A rescisão é uma alternativa, mas se for feita sem a devida análise, pode causar danos ao Estado. Por isso, estamos avaliando todos os documentos antes de decidir”, declarou Mendes em coletiva nesta segunda-feira (4).
Segundo o governador, a responsabilidade pelos atrasos também recai sobre o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que teria imposto barreiras burocráticas para dificultar a implantação do modal em 2024. O imbróglio jurídico foi resolvido a favor do Governo, mas comprometeu o cronograma da obra.
Após os atrasos, uma nova pactuação foi firmada com o Consórcio Construtor BRT em outubro passado, porém, segundo Mendes, os prazos continuam sendo descumpridos.
“O tempo das justificativas acabou. Novembro não foi cumprido, dezembro também não e, em janeiro, praticamente parou. Estamos concluindo as análises para tomar uma decisão definitiva”, enfatizou.
Para o governador, é preferível gastar mais alguns dias estudando a melhor solução do que agir por impulso e gerar problemas futuros, incluindo possíveis multas milionárias para as empresas envolvidas.