O avanço das operações ostensivas da Polícia Militar de Mato Grosso resultou na retirada de 357 armas de fogo de circulação em todo o Estado apenas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. O volume, segundo a corporação, reflete a intensificação das ações contra o crime organizado, além do reforço em barreiras policiais, fiscalizações e patrulhamentos em áreas urbanas e rurais.
De acordo com o comandante-geral da PMMT, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, esse resultado está ligado diretamente à atuação das equipes no enfrentamento às facções criminosas. Ele destaca que parte do armamento apreendido possui alto poder ofensivo, o que aumenta a importância dessas operações para prevenir crimes e reduzir riscos à população.
Além do combate direto aos grupos criminosos, a corporação aponta que abordagens em rodovias, ações no campo e fiscalizações ambientais também têm contribuído para localizar armamentos irregulares. Outro foco citado pelo comandante é a repressão a invasões de terras, situações em que, segundo ele, muitos envolvidos são encontrados com armas ilegais e outros materiais ilícitos.
Entre o material apreendido neste começo de ano estão quatro fuzis, 136 espingardas, 114 revólveres, 83 pistolas e ainda 20 armas artesanais. No mesmo período, os policiais militares também recolheram 24 simulacros de arma de fogo durante atendimentos de ocorrências.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da PMMT, mostram ainda que houve aumento de 64% nas apreensões quando comparado ao mesmo recorte de 2025. No ano passado, 218 armas haviam sido apreendidas nos dois primeiros meses, contra 357 registradas agora em 2026.
Para a Polícia Militar, os números mostram o efeito das estratégias adotadas no Estado para ampliar o controle sobre a circulação de armamentos ilegais e reforçar a segurança pública em diferentes regiões de Mato Grosso.