Você sabe o que acontece com o cérebro de quem assiste muita televisão?

Estudo de 24 anos revela como passar horas assistindo TV na meia-idade pode estar ligado a alterações em áreas importantes do cérebro Valdir Antonell Passar muitas horas assistindo televisão durante a meia-idade pode estar associado a alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer. A descoberta vem de uma pesquisa que acompanhou 1.712 adultos por aproximadamente 24 anos O trabalho também revelou que o sedentarismo não deve ser analisado apenas pelo tempo que uma pessoa passa sentada. A atividade realizada nesse período pode ter influência diferente na saúde cerebral.
Estudo acompanhou adultos por mais de duas décadas Publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, o estudo utilizou dados do ARIC (Atherosclerosis Risk in Communities), uma pesquisa americana que acompanha fatores ligados ao envelhecimento e às doenças cardiovasculares. Os participantes tinham, em média, 53 anos quando responderam perguntas sobre seus hábitos sedentários, entre 1987 e 1989. Cerca de 24 anos depois, entre 2011 e 2013, eles realizaram exames de ressonância magnética para avaliar estruturas do cérebro.
A investigação comparou dois comportamentos: Frequência de assistir televisão durante o tempo livre; Tempo passado sentado durante atividades profissionais. Quem relatou assistir TV com muita frequência apresentou diferenças em regiões cerebrais afetadas no início do processo associado ao Alzheimer. Entre os principais achados estavam: Maior volume de hiperintensidades da substância branca, marcador ligado a alterações nos pequenos vasos cerebrais; Menor volume das regiões frontal e occipital; Redução em áreas consideradas assinaturas da doença de Alzheimer.
As hiperintensidades da substância branca são alterações identificadas em exames de imagem e associadas ao declínio cognitivo e ao aumento do risco de demência. Homens apresentaram mais associações entre assistir TV e alterações cerebrais no estudo. Imagem: Gabriel Sérvio/Imagem criada por DALL-E O que acontece enquanto estamos sentados importa Um dos resultados mais curiosos foi que diferentes formas de sedentarismo apresentaram relações distintas com a estrutura cerebral.