Polícia

Suspeito preso por usar imagens de crianças com câncer para aplicar golpes tem surto em delegacia de Cuiabá

GOLPE DO PIX

Por EDS NEWS • 09/07/2026 14:10 (horário de MT)

JB News Por Emerson Teixeira Um homem preso em flagrante por suspeita de utilizar imagens de crianças em tratamento contra o câncer para arrecadar dinheiro de forma fraudulenta protagonizou momentos de tensão dentro da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá. Câmeras de segurança da unidade registraram o momento em que Adriano Miguel, de 33 anos, teve um surto enquanto aguardava para prestar depoimento ao delegado responsável pelo caso. Nas imagens, o investigado aparece sentado em um corredor da delegacia até que, repentinamente, começa a bater no próprio rosto.

Em seguida, levanta-se de maneira brusca, avança na direção dos policiais e acaba caindo no chão. Diante da situação, os agentes realizaram a contenção para evitar que ele se ferisse e também para preservar a segurança dos demais servidores e pessoas que estavam no local. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil apontarem que Adriano teria utilizado fotografias e vídeos de crianças com câncer para sensibilizar a população e solicitar doações por meio de transferências via Pix.

Segundo a Delegacia Especializada de Estelionato, ele também fazia uso indevido do nome e da imagem de uma instituição conhecida por prestar assistência a crianças e adolescentes em tratamento oncológico. As investigações indicam que, mesmo após não manter mais vínculo com a entidade, Adriano continuava se apresentando como representante da organização durante campanhas de arrecadação. Conforme a polícia, as chaves Pix divulgadas para receber as doações estavam cadastradas em contas bancárias de sua titularidade, levantando a suspeita de que os valores arrecadados eram desviados para benefício próprio.

Durante o cumprimento da prisão em flagrante, os investigadores apreenderam o telefone celular do suspeito. O aparelho será submetido à perícia técnica para identificar possíveis vítimas, analisar conversas, verificar a extensão das campanhas de arrecadação e rastrear o destino dos recursos financeiros recebidos. A Polícia Civil também requereu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, sob o argumento de garantir a continuidade das investigações e evitar novos crimes.