Rio Coxipó passa a ter trechos enquadrados na pior classe de qualidade da água

O Governo de Mato Grosso atualizou o diagnóstico da qualidade das águas do Rio Coxipó e estabeleceu metas para reduzir os índices de poluição ao longo da próxima década. A medida foi oficializada por meio de resolução aprovada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos e publicada nesta terça-feira (14) no Diário Oficial do Estado. Assinada pela secretária de Estado de Meio Ambiente e presidente do conselho, Mauren Lazzaretti, a norma redefine a classificação do Rio Coxipó e de seus principais afluentes, além de fixar objetivos de recuperação da qualidade da água para os próximos cinco e dez anos.
O enquadramento também passará a servir como referência para a concessão de outorgas de uso dos recursos hídricos. O levantamento mostra que o Rio Coxipó nasce no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães com águas enquadradas na Classe 1, considerada a de melhor qualidade. No entanto, à medida que atravessa a área urbana de Cuiabá, o curso d’água perde qualidade gradativamente até alcançar a Classe 4, a pior categoria prevista pela legislação, condição que permanece até a foz, no Rio Cuiabá. A situação é ainda mais preocupante nos córregos que deságuam no Coxipó.
O Córrego do Caju aparece entre os mais comprometidos, com um dos maiores índices de carga orgânica previstos na resolução. Também permanecem enquadrados na Classe 4 os córregos Urubu, Moinho e um afluente do Castelhano. Nessa classificação, a água é considerada imprópria para abastecimento público, recreação de contato direto e irrigação de hortaliças. Apesar de estabelecer metas de recuperação, a resolução prevê uma redução gradual da poluição. Em alguns trechos, como no Córrego do Caju, a melhora projetada para os próximos dez anos é limitada.
Já no trecho urbano do Rio Coxipó, a expectativa é reduzir parcialmente os atuais níveis de contaminação. A nova norma substitui parte de uma resolução publicada em 2014 e atualiza o enquadramento dos corpos hídricos localizados em áreas urbanizadas da Capital, incluindo as bacias dos córregos Moinho, Três Barras e Gumitá, regiões que sofreram impactos do crescimento urbano nas últimas décadas.