Eleições 2026

Renúncia de delegados amplia tensão e acirra guerra interna no União Brasil na véspera da convenção

JB News Por Emerson Teixeira A poucas horas da convenção estadual do União Brasil, marcada para esta quinta-feira (30), em Cuiabá, a disputa pelo comando dos rumos eleitorais da legenda ganhou um novo e explosivo capítulo.

Por EDS NEWS • 29/07/2026 20:43 (horário de MT)

A renúncia de dois delegados convencionais elevou ainda mais a temperatura de um embate que, há semanas, vem dividindo o partido entre o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos.

Nos bastidores, o clima é de intensa articulação política, movimentações de última hora e um verdadeiro jogo de forças que promete transformar a convenção em um dos momentos mais decisivos da política mato-grossense em 2026. Os prefeitos Bruno Mena, de Matupá, e Vander Masson, de Tangará da Serra, abriram mão das funções de delegados da convenção. Embora continuem com direito a voto por integrarem o Diretório Estadual do União Brasil, as renúncias permitiram a convocação dos suplentes Luís Rogério Mena e Rogério Silva Santos.

A mudança é considerada estratégica por integrantes da legenda, já que fortalece numericamente a ala alinhada ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ao presidente estadual do partido, Mauro Mendes, que defendem a manutenção da aliança governista. A movimentação ocorre justamente no momento em que a disputa interna atinge seu ponto máximo. O senador Jayme Campos trava uma intensa batalha para convencer os convencionais de que o União Brasil deve lançar candidatura própria ao Governo do Estado, rompendo a estratégia de apoio ao projeto de reeleição de Pivetta.

Do outro lado, Mauro Mendes atua para consolidar a unidade da base governista e impedir qualquer ruptura que comprometa a sucessão estadual construída ao longo dos últimos anos. Nos bastidores, dirigentes afirmam que novas articulações seguem ocorrendo até os minutos que antecedem a convenção. A expectativa é de que outras mudanças possam acontecer na composição dos votos, alimentando especulações sobre um possível reforço da maioria favorável ao grupo governista. A avaliação de lideranças é de que cada voto passou a ter peso decisivo diante do equilíbrio das forças internas.