R$ 720 MILHÕES: “A Câmara deu um cheque em branco; agora a responsabilidade é da prefeita”, dispara Vanderlei após aprovar projetos do Executivo

JB News Por Nayara Cristina A Câmara Municipal de Várzea Grande encerrou, nesta sexta-feira (24), um dos capítulos mais tensos da recente queda de braço entre os poderes Legislativo e Executivo. Após a Justiça determinar a realização de uma sessão extraordinária para apreciar projetos encaminhados pela Prefeitura, o presidente da Casa, Vanderlei Cerqueira, decidiu cumprir a decisão judicial antes mesmo de ser formalmente intimado e conduziu a votação que resultou na aprovação das propostas.
Além dos dois projetos originalmente enviados pelo Executivo, os vereadores também incluíram na pauta quatro Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCSs) de servidores municipais, que, segundo Vanderlei, aguardavam ajustes técnicos para serem apreciados. Ao comentar o resultado da sessão, o presidente afirmou que a Câmara cumpriu integralmente seu papel institucional e foi além do que havia sido solicitado pela administração municipal. “Esta é uma Casa que respeita a Justiça. Mesmo sem ter sido intimado oficialmente, preferi realizar a sessão.
Conseguimos aprovar os projetos do Executivo e ainda votamos quatro PCCSs que estavam pendentes para beneficiar os servidores”, declarou. O ponto mais contundente da entrevista veio ao abordar a autorização concedida pelos vereadores para suplementação orçamentária de até 30%, percentual superior aos 20% inicialmente pleiteados pela Prefeitura. Para Vanderlei, a decisão elimina qualquer justificativa do Executivo para atribuir ao Legislativo dificuldades administrativas enfrentadas pelo município. “A Câmara deu um cheque em branco de R$ 720 milhões. Agora ela não pode mais dizer que a Câmara está atrapalhando.
Fizemos tudo o que foi pedido e até mais. A responsabilidade agora é exclusivamente da prefeita”, afirmou. Segundo o presidente, a ampliação do percentual de suplementação representa um voto de confiança do Legislativo na administração municipal, encerrando o discurso de que a falta de autorização orçamentária impediria a gestão de executar políticas públicas ou manter a máquina funcionando. Vanderlei também rebateu declarações recentes da prefeita sobre a possibilidade de demissões e atrasos salariais por falta de recursos. Para ele, com a aprovação da suplementação, esses argumentos deixam de existir.