Quatro são presos após manter vítimas reféns e exigir transferências em VG

As vítimas permaneceram sob o domínio dos criminosos por várias horas e foram obrigadas, mediante ameaças, a realizar transferências bancárias para contas indicadas pelo grupo. De acordo com as informações da ocorrência, o crime teve início na noite de domingo (26), quando as duas vítimas foram rendidas pelos criminosos e levadas para um imóvel abandonado.
No local, elas permaneceram em poder da quadrilha enquanto eram constantemente ameaçadas e coagidas a entregar dinheiro por meio de transações bancárias eletrônicas. Assim que recebeu informações sobre a ação criminosa, o setor de inteligência do Bope iniciou uma operação para localizar o cativeiro e resgatar os reféns. Durante as buscas, as vítimas conseguiram aproveitar um momento de descuido dos suspeitos, aproximaram-se de uma das viaturas da corporação e pediram socorro aos policiais. Após serem colocadas em segurança, elas relataram que cinco homens participaram da ação criminosa.
Segundo os depoimentos, além de mantê-las em cárcere privado, os suspeitos roubaram as motocicletas utilizadas pelas vítimas e utilizaram violência psicológica para forçá-las a realizar transferências bancárias. As vítimas também informaram que o imóvel onde permaneceram presas funcionaria como ponto de comercialização de drogas e que os criminosos afirmavam integrar a facção criminosa Comando Vermelho. Conforme os relatos, os suspeitos mantinham contato frequente com outros comparsas durante todo o período em que os reféns permaneceram sob seu poder.
Com base nas informações fornecidas, as equipes policiais seguiram até dois endereços indicados pelas vítimas. Durante as diligências, quatro suspeitos foram localizados e presos. O quinto envolvido apontado pelas vítimas não havia sido encontrado até o encerramento da ocorrência. Os detidos foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde permaneceram à disposição da Justiça. As motocicletas roubadas e outros possíveis objetos relacionados ao crime deverão ser alvo de novas diligências durante a investigação.