Prazo de Dino para partidos explicarem emendas se encerra nessa semana

Até o último sábado (25), somente seis legendas, PL, MDB, PDT, PSDB, PSD e PSOL haviam apresentado suas manifestações aos autos.
O questionamento partiu de uma declaração pública do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que, em entrevista no dia 14, afirmou que os dirigentes partidários também atuam no processo de indicação das emendas. Diante da fala, o ministro determinou que todas as siglas com assento na Câmara e no Senado se posicionassem formalmente sobre o tema. Entre os partidos que já se pronunciaram, há um consenso técnico: todos negam que seus presidentes nacionais disponham de cota própria de emendas ou de poder institucional formal para definir, de ofício, o direcionamento dos recursos.
PDT, PSOL, MDB, PSD e PSDB sustentaram que a iniciativa para as indicações é prerrogativa exclusiva dos parlamentares, conforme disciplinam a Constituição e os regimentos internos do Legislativo, e afirmaram inexistir norma interna que transfira essa competência às executivas partidárias. O PL, por sua vez, apresentou uma linha de defesa com nuances jurídicas. Embora tenha negado que Valdemar Costa Neto administre ou reserve cotas de emendas, a legenda fez uma distinção entre a atuação política do dirigente e os atos administrativos formais previstos na legislação orçamentária.
Em sua petição, o partido ressaltou que eventuais sugestões de líderes só produzem efeitos se forem posteriormente acolhidas pelos deputados e senadores e submetidas aos trâmites regimentais das comissões e da área técnica. A sigla também ponderou que a declaração de seu presidente teve caráter coloquial, e não técnico-jurídico, ao mencionar o verbo “indicar”. Os demais 15 partidos intimados ainda não entregaram suas explicações. O ministro concedeu o prazo de dez dias úteis, contados a partir da notificação oficial, para que todos os presidentes de legenda se manifestem.