Eleições 2026

“PP já escolheu Pivetta; agora a bola está com o União”, diz Cidinho sobre impasse entre Jayme e o grupo governista

A disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026 entrou em uma fase decisiva de articulações e negociações de bastidores.

Por EDS NEWS • 29/07/2026 14:19 (horário de MT)

Enquanto três dos principais nomes da direita permanecem posicionados como pré-candidatos ao Palácio Paiaguás — Otaviano Pivetta (Republicanos), Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) —, cresce entre lideranças políticas a preocupação com a fragmentação do campo conservador e os impactos que esse cenário poderá provocar na corrida eleitoral.

Um dos principais articuladores do grupo governista e apontado como possível coordenador da campanha de Otaviano Pivetta, além de cotado para ocupar a primeira suplência de Mauro Mendes na disputa ao Senado, o ex-senador Aparecido Cidinho Santos reconheceu que o momento ainda é de construção política e que a definição do União Brasil será determinante para o desenho final da aliança governista.

Durante entrevista, Cidinho afirmou que o Progressistas já definiu seu posicionamento em favor da candidatura de Pivetta, mas ressaltou que a federação partidária somente avançará nas decisões depois que o União Brasil concluir o debate interno sobre uma eventual candidatura própria do senador Jayme Campos. “O PP já manifestou publicamente apoio ao governador Otaviano Pivetta. Agora vamos continuar dialogando. A definição do candidato ao Governo cabe ao União Brasil. Depois dessa decisão é que a federação fará seus encaminhamentos para governador, Senado e demais cargos”, afirmou.

As declarações evidenciam o momento de tensão vivido pela direita mato-grossense. Pela primeira vez em muitos anos, o mesmo campo político chega ao processo eleitoral dividido entre três projetos distintos. De um lado está Pivetta, candidato apoiado pelo governador Mauro Mendes; de outro, Jayme Campos, que ainda busca consolidar sua candidatura dentro do União Brasil; e, paralelamente, Wellington Fagundes, já confirmado pelo PL como candidato ao Governo do Estado. Nos bastidores, dirigentes partidários admitem que a pulverização de candidaturas pode dificultar a estratégia eleitoral do bloco conservador.