Polícia Civil desmonta esquema que usava missão religiosa para dar suporte a facção criminosa e mira núcleo familiar em Mato Grosso

JB News Da redação A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Fariseus, voltada ao desmantelamento de um suposto esquema criminoso que, segundo as investigações, utilizava atividades religiosas como fachada para prestar apoio estratégico a integrantes de uma facção criminosa. A ofensiva teve como alvo membros de uma mesma família investigados por oferecer suporte financeiro, logístico e de comunicação à organização, em um caso que amplia as investigações sobre a infiltração do crime organizado em diferentes setores da sociedade.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Cerca de 27 ordens judiciais foram cumpridas. As equipes também recolheram aparelhos eletrônicos que passarão por perícia, enquanto a Justiça autorizou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos alvos. Outra medida determinada foi a suspensão temporária da participação dos investigados em projetos religiosos realizados dentro do sistema prisional, impedindo o acesso às unidades penitenciárias enquanto as investigações prosseguem.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias do Polo de Cuiabá, atendendo a representação formulada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsáveis pela condução da investigação. De acordo com o inquérito, os policiais identificaram que uma suposta atividade missionária desenvolvida em estabelecimentos prisionais teria sido utilizada para muito além da assistência religiosa.
Os investigadores apontam que o grupo aproveitava o acesso aos presídios para estabelecer comunicação entre integrantes da facção presos e pessoas em liberdade, transmitindo mensagens, aproximando familiares e lideranças criminosas e fortalecendo a estrutura operacional da organização. As apurações também indicam que o grupo investigado teria atuado na movimentação e ocultação de recursos financeiros provenientes das atividades criminosas.