Eleições 2026

Pivetta rebate críticas e nega uso de obras para conquistar apoio de prefeitos do PL

INVESTIMENTOS E ELEIÇÃO

Por EDS NEWS • 24/07/2026 14:03 (horário de MT)

JB News Por Nayara Cristina O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), negou que os investimentos anunciados pelo Estado em municípios administrados por prefeitos do PL tenham qualquer relação com a disputa eleitoral de 2026. A declaração foi dada após questionamentos sobre a sequência de anúncios e convênios firmados com cidades comandadas por gestores do partido que tem o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao Governo do Estado.

Nos últimos dias, Pivetta participou da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê aproximadamente R$ 60 milhões para reestruturar o sistema de abastecimento de água de Várzea Grande, administrada pela prefeita Flávia Moretti (PL). Além disso, o governo também tem anunciado novos investimentos em Rondonópolis, comandada por Cláudio Ferreira (PL), e em Cuiabá, onde o prefeito Abilio Brunini (PL) mantém interlocução institucional com o Palácio Paiaguás.

O volume de investimentos passou a ser alvo de questionamentos no meio político, principalmente porque parte desses prefeitos tem mantido uma relação próxima com o governo estadual, mesmo pertencendo ao partido que lançou Wellington Fagundes como adversário de Pivetta na corrida ao Palácio Paiaguás. Ao responder às críticas, o governador afirmou que os recursos destinados aos municípios seguem critérios administrativos e técnicos, rejeitando qualquer insinuação de que as obras estariam sendo utilizadas para influenciar posicionamentos políticos.

Segundo ele, os prefeitos possuem autonomia para decidir quem apoiar nas eleições, classificando essas escolhas como uma decisão “voluntária”, sem qualquer condicionamento por parte do Estado. A fala ocorre em um momento de intensa movimentação política em Mato Grosso. Apesar de o PL manter oficialmente a candidatura de Wellington Fagundes ao governo, prefeitos da legenda vêm demonstrando aproximação com Pivetta, cenário que provocou desconforto interno e levou dirigentes partidários a defenderem diálogo para evitar um racha na sigla.