Agronegócio

Pecuaristas de MT investem em genética e aumentam produtividade em 90,3% em 15 anos

Os investimentos dos pecuaristas de Mato Grosso em melhoramento genético, manejo de pastagens, nutrição animal e tecnologias de produção têm elevado a eficiência da bovinocultura de corte no estado. Dados do Anuário Beef Report...

Por EDS NEWS • 17/07/2026 22:13 (horário de MT)

Os investimentos dos pecuaristas de Mato Grosso em melhoramento genético, manejo de pastagens, nutrição animal e tecnologias de produção têm elevado a eficiência da bovinocultura de corte no estado. Dados do Anuário Beef Report, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), mostram que a produtividade da pecuária mato-grossense passou de 60,66 quilos de carcaça por hectare, em 2010, para 115,42 quilos por hectare em 2025, um crescimento de 90,3% no período.

O indicador mede a quantidade de carne produzida por hectare de pastagem e é um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a eficiência da atividade pecuária. Quanto maior a produtividade, maior é a capacidade de produzir carne utilizando a mesma área, reduzindo a necessidade de expansão das pastagens e aumentando a rentabilidade da propriedade. Enquanto o índice brasileiro passou de 51,6 kg de carcaça por hectare, em 2010, para 77,3 kg em 2025, alta de 49,8%, o desempenho dos pecuaristas mato-grossenses praticamente dobrou no mesmo intervalo.

Na comparação entre os produtores brasileiros, os pecuaristas de Mato Grosso ocupam a quinta posição em produtividade, atrás apenas de São Paulo (326,93 kg de carcaça por hectare), Santa Catarina (167,24 kg), Paraná (160,10 kg) e Rondônia (122,35 kg). “Nos últimos cinco anos demos uma ‘virada de página’, no melhoramento genético, na nutrição. Então foi um elo evolutivo, tanto na cria, quanto na recria, quanto na engorda.

Isso é um marco muito forte na pecuária, mostrando que ainda podemos alcançar mais”, afirma o pecuarista de Pontes e Lacerda, com mais de 40 anos de experiência e presidente da Nelore Mato Grosso, Alexandre El Hage. “Os animais que estão sendo entregues hoje são mais jovens e melhores terminados por conta dessa evolução genética e também da eficiência do setor produtivo. Quando a gente olha 10 anos atrás, a gente tinha apenas 13% de animais abatidos com menos de 24 meses e hoje são 45%.