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Papagaio de Frei Damião está vivo até hoje: tem quase 90 anos e emociona fiéis; vídeo

Lorena Fassina O papagaio do Frei Damião continua vivo com quase 90 anos. Ele é cuidado por Dona Nenzinha, em Livramento, na Paraíba. – Fotos: Reprodução/ Instagram/ @coisasdonordesteofc1 Uma relíquia viva. O papagaio do Frei D...

Por EDS NEWS • 19/07/2026 16:15 (horário de MT)

Lorena Fassina O papagaio do Frei Damião continua vivo com quase 90 anos. Ele é cuidado por Dona Nenzinha, em Livramento, na Paraíba. – Fotos: Reprodução/ Instagram/ @coisasdonordesteofc1 Uma relíquia viva. O papagaio do Frei Damião continua vivo até hoje, quase 30 anos após a morte do frade capuchinho, conhecido por suas missões no Nordeste brasileiro. A ave que tem idade estimada entre 80 e 95 anos vive há quase uma década com Dona Nenzinha, em Livramento, no Cariri da Paraíba, e atrai fiéis que percorrem quilômetros para conhecer o papagaio longevo.

Ele é legalizado, bem alimentado e recebe cuidados especiais por causa da idade avançada. Papagaios normalmente vivem entre 60 e 80 anos, dependendo da espécie. E esse do Frei Damião ter chegado aos 90, como se estima, é considerado uma dádiva. Ele não consegue mais firmar os pés como antes e precisa se apoiar em uma pequena estrutura de ferro. “Eu fiquei ansiosa para conhecer o papagaio de Frei Damião. Para mim, ele é uma relíquia”, contou Dona Nenzinha, que assumiu os cuidados depois de uma longa história envolvendo o religioso, uma missionária e o filho dela, que é padre. Assista abaixo.

Como o papagaio chegou à família Antes de viver com Dona Nenzinha, o papagaio ficou aos cuidados de Anita, missionária que acompanhava Frei Damião. Ela permaneceu com a ave depois da morte do frade, em 1997. O filho de Dona Nenzinha trabalhava na Paróquia de São Sebastião e conheceu Anita, com quem tinha uma ligação familiar. Com o tempo, a missionária pediu que ele entregasse o papagaio à mãe. Dona Nenzinha viajou para buscar a ave em Portugal. Cerca de um ano depois, Anita adoeceu e morreu.

O filho, hoje padre e residente no país europeu, ajudou a trazer o papagaio para a casa da mãe no Brasil, onde ele vive há aproximadamente dez anos. O curioso “Já vai?” Segundo o relato da família, antes de viver com Frei Damião, o papagaio pertencia a um médico. Todos os dias, por volta das 10 horas, o religioso saía para cumprir sua rotina de oração e compromissos missionários. Ao perceber a movimentação, a ave repetia uma pergunta que acabou ficando conhecida entre as pessoas próximas: “Já vai?”. O comportamento chamou a atenção do médico, que depois decidiu entregar o papagaio ao frade.